Socos de madeira e tamancos serranos ganham na Alemanha

Publicado em 08 de Setembro de 2011   
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Carmo Alvim e Rita Melo são as designers dos socos de madeira e tamancos serranos da Xuz que ontem na GDS, em Dusseldorf, receberam o prémio Revelação GAPI - Prémios Inovação na Fileira do Calçado. Estes prémios resultam de uma iniciativa do Centro Tecnológico de Calçado de Portugal e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Foi para "reinventar a tradição portuguesa do calçado de madeira com base nos socos e no tamanco serrano" que as duas designers lançaram há três anos a Xuz.

Ontem, na feira do calçado e acessórios em Dusseldorf, apresentaram botas, socas e sandálias com base em madeira e todas feitas à mão, o que, defende Carmo Alvim, é "um atractivo" para a compra, até porque assim o número de modelos e artigos é "limitado" e não "massificado". Apesar de o mercado nórdico - Suécia, Finlândia, Noruega, Alemanha e Holanda - ser a grande aposta da Xuz para 2011, Portugal é ainda o principal comprador, tendo em 2010 absorvido 91% de toda a produção, que gerou uma facturação de 520 mil euros.

Crise? "Ainda não sentimos", respondem as designers, que esperam este ano alcançar os 620 mil euros e aumentar para 20% as exportações.

Com um nível de facturação superior, e uma idade mais avançada, está a Profession Bottier, conhecida por calçar ilustres como Sarkozy e Michael Bubblé, também hoje galardoada com um prémio GAPI, o de Prestígio. Aos 64 anos, a marca de Fiães, Santa Maria da Feira, factura 5,2 milhões de euros por ano e produz 100 mil pares de sapatos.

Distingue-os "a paixão" que Ruben Avelar, membro do departamento comercial, diz ser posta "todos os dias" no fabrico do calçado. "Temos um respeito enormíssimo pelo produto final, temos um respeito ainda maior pelo consumidor final, e acho que isso se transmite na forma como escolhemos as formas, as matérias-primas, sempre da melhor qualidade", realçou.

Os próximos passos da Profession Bottier, que é como quem diz os próximos pés a calçar, serão asiáticos, onde nos próximos três anos a marca quer atingir os 15% na exportação. Actualmente, 30% do calçado produzido segue para França e o mercado alemão absorve 15%, sendo a aposta chegar aos 30% também nos próximos três anos. Lusa

Aconteceu tudo na GDS, em Dusseldorf, e as revelações chamam-se Carmo Alvim e Rita Melo



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