Seguro leva até ao limite escolha do novo presidente do PS

por Luís Claro, Publicado em 07 de Setembro de 2011   
Maria de Belém e Ferro Rodrigues eram os nomes mais falados. Decisão tomada no limite de tempo
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A escolha do novo presidente do PS revelou-se difícil para o novo secretário-geral do PS. A escassas horas da entrega do nome à Comissão Organizadora do Congresso - o prazo terminou ontem à meia-noite - ainda não estava fechada a escolha do substituto de Almeida Santos. Maria de Belém e Ferro Rodrigues eram os nomes que estavam na cabeça de António José Seguro.

A hipótese de ser uma mulher agradava a muitos socialistas, mas, por outro lado, vários dirigentes e deputados apontavam, ontem ao meio da tarde, o ex-líder do partido, Ferro Rodrigues, como a melhor escolha, já que seria a mais consensual. "Via com satisfação se fosse Ferro Rodrigues o próximo presidente", disse ao i Capoulas Santos, apelando a que a escolha fosse "consensualizada entre o líder do PS e Assis".

Também entre os apoiantes de Seguro o nome de Ferro era visto como um candidato capaz de conseguir consenso. Em todo o caso, segundo fontes do PS, dificilmente Ferro estaria disponível para o cargo.

Em cima da mesa estiveram outros nomes como Alberto Martins e Vera Jardim. Este último disse mesmo ao i estar "fora de causa" ser presidente do PS.

A três dias da realização do congresso, Manuel Alegre fez saber que tenciona falar aos congressistas no sábado e, em declarações à Lusa, recusou as críticas dos que acusam o PS de ter hibernado, desde que é oposição. "Pelo contrário, penso que o PS tem feito críticas duras e correctas à política deste governo, que pretende ir mais além do que a troika e que ultrapassa os limites suportáveis pelo país", disse Alegre.

A reunião magna vai abrir com um conjunto de debates. Mário Soares e António Vitorino vão discutir a Europa, António Costa Pinto e Carlos Zorrinho a modernização do PS, João Proença vai estar num painel sobre o emprego e, por último, Vera Jardim e Luís de Sousa ( presidente da Transparência e Integridade - Associação Cívica) falam sobre o combate à corrupção. Luís Claro


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