Lixo espacial atinge nível preocupante
por Marta F. Reis, Publicado em 03 de Setembro de 2011
Relatório do Conselho Nacional de Investigação, norte-americano, pede mais monitorização à NASA
11 de Janeiro de 2007: a destruição programada do satélite meteorológico chinês Fengyung deixa 3 mil pedaços com mais de 10 centímetros em órbita e cerca de 150 mil partículas com pelo menos um centímetro. O evento é descrito como o maior causador de lixo espacial da história. Em Julho deste ano, segundo dados da rede de vigilância espacial norte--americana SSN, havia 16 094 pedaços de satélites e de outro equipamento catalogados. Um relatório do Conselho Nacional de Investigação dos EUA diz que números como este devem reforçar a preocupação em torno dos programas de monitorização e gestão do lixo espacial, depois de classificar os actuais programas da NASA como insuficientes. "A quantidade de lixo em órbita chegou a um nível em que os detritos vão continuar a colidir progressivamente, aumentando a população de resíduos. Este aumento vai produzir mais falhas nas naves, que vão aumentar ainda mais o número de resíduos."
O relatório deixa 23 recomendações concretas à NASA para melhorar os programas de gestão de detritos em órbita. Esta valência teve as primeiras iniciativas em 1979 com um orçamento de 70 mil euros, mas desde então tem poucos fundos. A análise conclui por exemplo que na maioria dos departamentos alocados aos diferentes sectores dos actuais programas - que gerem também o risco de colisão com meteoritos - só existe um funcionário. Reforçar a colaboração com o sector privado e com outras agências é uma das propostas subscritas pelo conselho.
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