Procuradoria abre inquérito para investigar alegada espionagem a jornalista do Público

por Ana Tomás com Agência Lusa, Publicado em 28 de Agosto de 2011   
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) ordenou a abertura de um inquérito, na sequência do acesso ilegal aos registos telefónicos do jornalista Nuno Simas, na altura em que integrava a redacção do Público, entre Julho e Agosto de 2010.

 

A direcção do PÚBLICO apresentou ontem uma queixa-crime contra incertos na PGR relativamente à violação dos registos do telemóvel do jornalista.

 

Segundo revelou fonte da PGR à Lusa, o inquérito “vai ser aberto no Departamento de Investigação e Acção Penal [DIAP] de Lisboa, onde já correm outros [processos] referentes a escutas”.

 

O primeiro-ministro Passos Coelho, que considerou tratar-se de uma situação de “grande gravidade”, também ordenou ao responsável pelas secretas, Júlio Pereira, a abertura de um inquérito sobre a alegada espionagem a um jornalista.

 

O acesso ilegal aos registos telefónicos de Nuno Simas foi noticiado este sábado, pelo Expresso. De acordo com o semanário, Jorge Silva Carvalho (na foto), era na altura o director do Serviço de Informações Estratégicas do Estado (SIED) e o documento onde se incluíam as investigações ilegais ao jornalista terá sido intitulado com o nome de código “Lista de compras”. O Expresso reproduziu uma cópia dessa documentação, onde surgem registos de todos os telefonemas e SMS enviados por Nuno Simas, entre 19 de Julho e 12 de Agosto de 2010.

 

O Sindicato dos Jornalistas repudiou «veementemente» a alegada espionagem a um jornalista e a Comissão de Protecção de Dados pediu esclarecimentos sobre a situação.


Também Francisco Louçã (BE) e António José Seguro (PS) criticaram hoje o acesso ilegal aos registos telefónicos do jornalista, por parte das secretas, e querem explicações.



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