O Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) alertou hoje que a PSP está "à beira da rutura" nos Açores e considerou "imprescindível" um reforço de meios humanos e materiais para dar respostas às necessidades da região.
A Agência Lusa contactou a Direcção Nacional da PSP, que se recusou a reagir às críticas da SINAPOL, e o Comando Regional dos Açores, que remeteu uma eventual reação para mais tarde.
"Caso o Comando Regional dos Açores não seja reforçado com efetivos e verbas, a operacionalidade da PSP nos Açores ficará seriamente comprometida", afirma o secretariado regional do SINAPOL, acrescentando que a situação em que se encontram os profissionais da PSP no arquipélago será comunicada ao ministro da Administração Interna num memorando que deve ser entregue a 9 de agosto.
O SINAPOL/Açores, em comunicado hoje divulgado, considera “imprescindível” o reforço de meios humanos, salientando que, “cada vez mais, os serviços nas esquadras são assegurados com o cancelamento dos dias de folga, a que os profissionais se sujeitam, com o intuito de manter a operacionalidade do comando e o serviço ao cidadão, mas que um dia os pode levar à exaustão”.
O sindicato considera que “é urgente que todos os elementos que estão na escala de transferências para a Região Autónoma dos Açores sejam colocados no arquipélago”, tal como “a afetação de elementos oriundos da escola de agentes a decorrer na Escola Prática de Polícia, com fim previsto para outubro”. O SINAPOL/Açores reafirma que o reforço mínimo necessário é de uma centena de agentes.
Relativamente aos meios materiais, o sindicato refere que “existem enormes carências no que diz respeito ao material necessário para o bom desempenho da missão policial”.
Entre os exemplos que aponta estão o das “viaturas paradas por falta de verbas para manutenção e com graves problemas mecânicos” e o de esquadras onde os comandantes e os agentes “têm que pagar do seu bolso o papel higiénico”.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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