A CGD efetuou 172 nomeações no primeiro semestre de 2011, menos 96 que em igual período do ano passado, um número inferior a 3 por cento do quadro de pessoal, garantiu hoje a instituição em comunicado.
Até ao final de junho, a Caixa Geral de Depósitos diz já ter reduzido em cerca de 8,7 por cento os seus custos com pessoal, acima dos 5 por cento exigidos pelo Estado, revela o documento.
"É de referir que o total das alterações representa menos de 3 por cento do quadro permanente da CGD e foram distribuídas ao longo de todo o semestre", refere a instituição, acrescentando que entre junho de 2010 e julho de 2011 a CGD reduziu o seu quadro permanente em 224 empregados.
O banco explica que "a CGD procede continuamente à reclassificação (e não a nomeações no sentido lato) dos seus recursos humanos", tendo em 2010 efetuado "346 situações de alteração de categoria e/ou nível remuneratório".
Acrescenta ainda que "isolando apenas o primeiro semestre de 2010, esse número situou-se em 268" e, no primeiro semestre de 2011, "ocorreram 172 alterações de categoria e/ou nível remuneratório, menos 96 que no período homólogo do ano passado".
A CGD destaca igualmente que "os custos salariais se reduziram em cerca de 8,7 por cento até ao final do mês de junho" um valor acima dos 5 por cento recomendados pelo Estado.
Os esclarecimentos da administração da CGD surgem na sequência das declarações do antigo presidente do PSD, Luís Marques Mendes, que afirmou, na TVI24, que a nomeação de 300 pessoas depois das eleições "não correspondem à realidade".
Segundo Marques Mendes, "parece que alguém, vendo a derrota do PS, tentou rapidamente colocar gente ali", acrescentando que "o administrador com a área de pessoal, Francisco Bandeira, era do PS, era o homem forte da Caixa. Não sei se foi por causa disto, mas são muitas coincidências. E é muito imoral", criticou o social-democrata.
"No dia 01 de Janeiro, a CGD tinha 9672 trabalhadores, no fim do primeiro semestre entraram mais 230, agora parece que já são 253, mas sobretudo são novas admissões, mas o que é estranho é que entraram quase todas depois da eleições de junho. Outro dado [estranho] é que parece que durante este período houve nomeações, cerca de 319, mas cerca de 220 foram [também] depois das eleições", afirmou Luís Marques Mendes, citado esta manhã pela TSF.




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