O líder do Bloco de Esquerda criticou a redução do valor da indemnização pelos despedimentos e o aumento dos transportes, questionando por que razão os maiores aumentos foram aplicados aos percursos suburbanos.
Louçã diz que o aumento dos impostos é um "aumento colossal" e acusa as medidas que o PSD anunciou há um ano meio para cortar na despesa, sobretudo nas chamadas "gorduras do Estado", não foram feitas e que renderiam o mesmo valor do imposto extraordinário, segundo o deputado.
Passos Coelho afirmou que este é um governo de maioria estável "que vai durar quatro anos. Mas não é possível adiar o corte na despesa só para o ano".
Quanto ao imposto extraordinário, disse que o Estado não vai "receber um tostão dessa receita antes de termos mostrado que também conseguimos reduzir a despesa. O primeiro-ministro sublinhou que são medidas essenciais para "cumprir o valor previsto para o défice".
O líder do Bloco do Esquerda questionou ainda a demora na discussão sobre a descida da Taxa Social Única (TSU). Na resposta, Passos Coelho garantiu que o tema será debatido nas duas primeiras semanas de Agosto.
À semelhança de Seguro, Francisco Louçã também quis que o primeiro-ministro esclarecesse o caso Bairrão e o alegado envolvimento do ex-director das secretas, Jorge Silva Carvalho.
Passos Coelho disse que está a aguardar ainda as conclusões do inquérito, mas prometeu trazer ao parlamento o resultado do inquérito assim que este estiver concluído.




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