O acordo entre os países da zona euro para um novo plano de ajuda à Grécia é um passo no sentido da integração europeia, mas o caminho ainda "é longo", disse hoje o presidente da República da Grécia.
"Depois de um grande atraso, foi dado um passo para a integração europeia, mas o caminho é longo", disse Karolos Papoulias nas comemorações dos 37 anos desde a restauração da democracia na Grécia após a queda a ditadura dos coronéis, a 24 de julho de 1974.
Após a concessão em 2010 da primeira ajuda à Grécia, a zona euro concordou na quinta-feira em Bruxelas em conceder ao país um segundo pacote de ajuda de cerca de 160 mil milhões de euros de modo a reduzir a sua enorme dívida pública e evitar um contágio a outros países europeus.
Reiterando que a Grécia "se encontra num ponto crucial", Papoulias instou as autoridades a lutarem contra a evasão fiscal, um problema endémico do país, e "a fazer pagar aqueles que escondem os seus rendimentos ou que têm contas bancárias no estrangeiro".
Segundo o responsável, é necessário na Grécia “estabelecer regras de democracia económica”, uma vez que os “trabalhadores assalariados e os reformados já pagaram muito mais do que aquilo que lhes correspondia”, afirmou, aludindo ao aumento de impostos devido às medidas austeridades impostas desde o início da crise, em 2010.
"É necessário pôr em prática a legislação sobre lavagem de dinheiro e sigilo bancário quando os rendimentos declarados e a fortuna do contribuinte são desproporcionais", disse Papoulias.
O presidente da república disse ainda que "a crise económica se tornou numa crise política" e que alguns pretendem garantir que esta se torne também “uma crise da democracia".
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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