Uma explosão sentida ao princípio da tarde em Oslo, Noruega, provocou estragos graves a edifícios da baixa da cidade. Entre os edifícios atingidos encontra-se o do governo norueguês, cujas janelas partiram. A explosão, que teve origem num carro armadilhado, provocou pelo menos sete mortos e dois feridos graves. Também terão morrido 10 pessoas, entre as quais jovens com idades compreendidas entre os 13 e os 16 anos, vítimas dos disparos num acampamentro da Juventude Trabalhista.
As autoridades detiveram um homem de 32 anos, de nacionalidade norueguesa, que terá sido o autor dos disparos e afirmam ter «boas razões» para acreditar que há uma relação entre o atentado bombista no centro de Oslo e o tiroteio numa ilha perto da capital norueguesa, declarou um responsável da polícia, até porque foram encontradas mais bombas na ilha onde decorria o acampamento.
«Temos boas razões para crer que há uma relação entre os acontecimentos. Há testemunhos que reforçam esta ideia», declarou o comissário Sveinung Sponheim numa conferência de imprensa em Oslo.
Segundo a agência Efe, as autoridades norueguesas acreditam que os dois ataques desta tarde em Oslo são da responsabilidade de movimentos locais antissistema e não de grupos terroristas internacionais, como chegou a ser avançado, depois do grupo terrorista Ansar al-Jihad al-Alami ter, alegadamente, feito uma declaração onde reivindicaria o atentado. A mensagem afirmava ainda que o ataque foi uma resposta à presença das forças norueguesas no Afeganistão. Porém, um representante do grupo islâmico viria a negar a autoria do atentado.
Contactada pelo i, durante a tarde, Bárbara Neves, investigadora portuguesa a residir em Oslo, disse que as informações locais apontavam para que a explosão tenha tido como alvo os edifícios governamentais, não especificamente o primeiro-ministro, até porque, segundo a socióloga, o atentado ocorreu depois das 15h, numa sexta-feira, e durante o mês de férias dos noruegueses.
Fonte governamental disse à BBC que há ainda pessoas presas nos edifícios atingidos pela explosão. O primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, não ficou ferido mas afirmou ao canal TV2 Nyhetskanalen que a situação é "grave" e que "é sempre dramático que isto aconteça".
Uma segunda explosão foi ouvida no centro da cidade, poucos minutos depois da que provocou graves danos em edifícios governamentais, avança a televisão estatal noruguesa.
As janelas do escritório do primeiro-ministro estão completamente destruídas. A Reuters avança ainda que o ministério da Energia esteve a arder em consequência da explosão.
Uma jornalista da rádio pública NRK presente no local referiu que os vidros do edifício da sede do VG (principal tabloide noruguês) e da sede do governo ficaram estilhaçados e que há pessoas feridas na rua.
Segundo a mesma rádio, a explosão parece ter ocorrido perto do Ministério das Finanças, próximo do edifício onde se situa o gabinete do primeiro-ministro e também nas imediações do edifício do referido jornal.
"Há vidros por todo o lado. É o caos total. As janelas dos edifícios das redondezas foram projetadas", disse a jornalista da NRK, que comparou o ocorrido a "um tremor de terra".
É a primeira vez que a Noruega, país envolvido nas missões no Afeganistão e na Líbia, é atingida por um atentado.




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