O ex-secretário de Estado da Segurança Social, o socialista Pedro Marques, qualificou as explicações sobre o imposto extraordinário feitas hoje pelo ministro das Finanças como "reveladoras de que o governo optou por não apresentar alternativas pelo lado da despesa", apresentando esta medida "de forma injustificada e que ainda só tem valores provisórios 15 dias depois de ter sido anunciada". Pedro Marques qualifica esta medida como "uma taxa cega aplicada a todos os portugueses", embora, acrescentou, "não se perceba como os lucros das empresas ficam de fora desta taxa".
Agostinho Lopes, do PCP, qualificou a conferência de imprensa de Vítor Gaspar como um "longo prêambulo de mistificações para justificar dois roubos aos portugueses: o das privatizações, para o capital estrangeiro vir abocanhar os bens estratégicos; e o do subsídio de Natal".
Pedro Filipe Soares, do BE, disse que "o governo escolhe os suspeitos do costume, isentando o grande capital". Para o deputado bloquista, "isto mostra que a austeridade é um beco sem saída".
João Almeida, do CDS, elogiou, por seu lado, a "serenidade, profundidade e credibilidade" com que foi feitas esta apresentação do novo imposto extraordinário. Almeida destaca a "sensibilidade social" da medida, deixando "isentos 80% dos pensionistas, 65% dos agregados familiares e é um imposto em que 5% dos contribuintes paga 90% do valor" a arrecadar pelo Estado. Na mesma linha, o líder parlamentar social-democrata, Luís Montenegro, que elogiou a "equidade e justiça desta medida".




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