As captações no Benfica

por Rui Pedro Silva, Publicado em 14 de Julho de 2011   
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A organização é tudo hoje em dia. Os grandes clubes europeus são todos semelhantes num aspecto: preparam meticulosamente e com antecedência todos os pormenores de uma época. Treinadores como José Mourinho, André Villas-Boas e Guardiola preferem começar a época com a equipa já feita. É certo que o Chelsea ainda não fez aquisições mas o Real Madrid já só procura um avançado. O início da época é levado a sério e o primeiro dia é realmente o primeiro dia. No Benfica, a pré-época tem sido semelhante à de um clube dos escalões secundários ou das equipas de formação. Num ano em que se joga apenas a Copa América (não se podem fazer milagres com as ausências de Luisão, Maxi Pereira e Garay), o Benfica teve trinta jogadores no primeiro treino. Desde 27 de Junho, as experiências acumularam-se e hoje, a menos de duas semanas do início a doer, percebe-se que o estágio do Benfica teve apenas uma fase de triagem para separar o trigo do joio. Com tantas caras novas, não houve espaço para cultivar o espírito de equipa (os líderes Moreira e Nuno Gomes já lá nem estão) e a concorrência que existiu foi por um lugar no plantel e não no onze. No dia em que Pinto da Costa anunciou ter uma alternativa encontrada para todos os jogadores do onze, excepto Hulk, os encarnados continuam à procura dos sucessores de Fábio Coentrão e de Ramires. E o médio brasileiro já saiu há um ano. Será Witsel? Será Danilo? O tempo urge.


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