O ministro do Trabalho, os patrões e os sindicatos vão reunir-se no dia 24 para debater medidas que possam vir a ser tomadas nas empresas por causa da gripe A.
O encontro extraordinário, em sede de concertação social, foi pedido pela UGT, que hoje alertou para a necessidade de serem clarificadas as medidas que possam ser tomadas ao nível laboral e da saúde nas empresas na sequência da propagação da gripe A de modo a que os trabalhadores não possam ser prejudicados.
"Não podemos permitir que o eventual aumento de casos de gripe A possa trazer prejuízos para os trabalhadores em termos salariais nem que empresários pouco escrupulosos possam usar isso para lay-off forçados", disse o secretário-geral, João Proença, em conferência de imprensa.
João Proença referia-se à possibilidade de as empresas poderem mandar trabalhadores para casa para evitar a disseminação da doença e de quererem eventualmente esquivar-se ao pagamento do salário ou transferir essa responsabilidade para o Estado.
"Nestes casos os trabalhadores devem exigir a ordem por escrito, para sua própria defesa", aconselhou.
O sindicalista defendeu ainda que todas as empresas deveriam elaborar planos de contigência, com a participação dos representantes dos trabalhadores e das autoriddaes de saúde.
Segundo João Proença, não existem razões para alarme, mas "é preciso que os sindicatos e os trabalhadores saibam responder a eventuais casos que surjam.
O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social disse segunda-feira que a actual situação relacionada com a gripe A não exige um apoio diferente às empresas ou aos trabalhadores porque o enquadramento legal já prevê que seja a Segurança social a assegurar a protecção social em casos de doença (baixa)ou quando os pais acompanham os filhos doentes.




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