As câmaras municipais devem mais de 300 milhões de euros à Águas de Portugal, sendo o município de Loures o que têm a maior dívida, totalizando 16 milhões de euros, revelou hoje a AEPSA.
Os dados do estudo encomendado pela Associação das Empresas Portuguesas para o Sector do Ambiente (AEPSA) indicam que as dívidas cresceram 20 por cento entre 2008 e 2009, passando de 191 para 228 milhões de euros.
Atualmente, o valor ultrapassa 300 milhões de euros, havendo 29 autarquias que têm dívidas superiores a dois milhões de euros.
Loures encabeça esta lista (16,1 milhões de euros), seguindo-se Aveiro (9 milhões), Lisboa (8,7), Vila Nova de Gaia (6,7), Albufeira (6,6) e Santo Tirso (5,4).
O presidente da AEPSA chamou hoje a atenção para a difícil situação financeira da Águas de Portugal (AdP), devido ao facto das tarifas serem, em média, 40 por cento inferiores aos custos.
Há várias empresas em falência técnica e a própria AdP deve mais de 2,9 mil milhões de euros, “o que dificulta a contração de mais empréstimos”, indicou o mesmo responsável.
Paulo Pinheiro salientou que algumas linhas orientadoras dos PEAASAR (Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais) não foram cumpridas, como o aumento da participação privada e a uniformização das tarifas, e apelou a uma maior concorrência.
No entanto, é preciso mais transparência: “o que é fundamental para que os privados se interessem é que [o setor] seja inteiramente claro para quem o analisa”.
O responsável da AEPSA afirmou que se os privados assumissem a gestão do setor da água haveria “várias formas” de resolver as dívidas dos municípios, mas não especificou quais.




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