"Mais de 85% das fundações deveriam ser extintas", diz presidente da AIA

por Agência Lusa, Publicado em 10 de Julho de 2011   
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O presidente mundial da Associação Internacional de Artistas (AIA) defendeu hoje, à margem da abertura da exposição ''Artes sem Fronteiras'', que mais 85 por cento das fundações existentes no país deveriam ser extintas pelo Governo.

Segundo afirmou, José Pinto dos Santos, as fundações são "sorvedouros" dos dinheiros públicos e não mostram serviço prático, e se os responsáveis pelo país tivessem coragem acabariam com as fundações.

A exposição ''Artes sem Fronteiras'' decorre em Miranda do Douro até 17 julho e reúne 30 artistas provenientes de vários países europeus e da América latina e África.

 

O responsável garante que o organismo que dirige não tem fim lucrativos e jamais será uma fundação; os artistas não pagam jóia, nem quotas e não permitem a “existência de grupos elitistas” ou outros efeitos “ nefastos”.

 

“As fundações só existem para sacar dinheiros ao erário público e numa altura temos que ter em conta a situação económica e só com o apoio da iniciativa privada é que a cultura poderá dar um salto em frente”, frisou o presidente da AIA.

 

A AIA tem representações em vários países do mundo desde Florença (Itália), passado por Portugal até a vários outros países da Europa Central.

 

O responsável não tem dúvidas que o atual Governo poderá acabar com essas fundações em nome da contenção e do desperdício do dinheiro que é gasto apenas por intermediários.

 

“Quem está ligado à cultura tem responsabilidades sociais e tem que acabar com os parasitas dos país. A cultura tem em minha opinião mais forças que a política”, assegurou José Pintos dos Santos.

 

Segundo o presidente da Câmara de Miranda do Douro, Artur Nunes, estas exposições anuais servem para levar a cultura às populações com custos “ reduzidos”, no sentido promover o país, as regiões e os usos e costumes e a permuta de conhecimentos de várias escolas entre artistas.

 

Para o próximo ano a exposição 'Artes sem Fronteira' vai-se realizar na região duriense de Régua/Lamego.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***



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