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Alguém se lembra de Gil ainda?

por FIlipe Duarte Santos, Publicado em 15 de Julho de 2009   
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Frederico Gil é o melhor tenista português de sempre. Nunca um representante nacional conseguiu chegar tão longe no ranking e defrontou tantas vezes o líder mundial de ténis. Aliás, será justo dizer que o país parou um pouco na primeira vez que o natural de Sintra defrontou Rafael Nadal.

Mesmo quem não gostava de ténis habituou-se a falar naquele jovem dedicado, com uma determinação enorme e que ia fazendo cair favortios nos torneios por onde passava. Era alvo de entrevistas, reportagens, histórias do passado e projectos para o futuro. Agora, quatro meses depois, a trajectória parece ser a inversa. Esse é um dos problemas do ténis: a classificação no ranking estar muito dependente dos resultados, mesmo que não imediatos. O outro é um problema dos portugueses: só damos atenção aos atletas de outras modalidades quando estão bem ou quando há grandes eventos, como os Jogos Olímpicos. Por falar nos Jogos, que destaque se deu às recentes marcas de Marco Fortes? Pouco. É que os portugueses também gostam de estar na caminha durante quatro anos para aparecer apenas nos momentos "certos".

Frederico Gil parece estar a sofrer isso neste momento. Parece atravessar a maldição da primeira ronda e as páginas inteiras com histórias foram substituídas agora por curtas breves de mais uma derrota na primeira ronda de um qualquer torneio europeu. Para ajudar mais, os gritos de Michelle Larcher de Brito e os resultados em Roland Garros e Wimbledon acentuaram essa diferença de tratamento.

É que se Gil conseguiu chegar onde chegou praticamente sozinho, também poderia agradecer nos momentos complicados o apoio dos portugueses sem ter de fazer novamente tudo sozinho. É outro problema dos portugueses: memória curta.



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