Casamento real. Será desta que o solteirão mais cobiçado do Mónaco acalma?
por Sara Sanz Pinto, Publicado em 02 de Julho de 2011
A festa começou na quinta, ontem foram ao civil e hoje casam pela Igreja. Albert Grimaldi vai fazer da sul-africana Charlene Wittstock princesa
Que o príncipe Alberto II do Mónaco é um homem carente de atenção feminina não é novidade. Agora, se o noivo andou mesmo a pular a cerca a poucos dias do casamento com Charlene Wittstock, o problema é mais grave e, como diz a plebe, o que começa torto tarde ou nunca se endireita. Porém, como a alegada infidelidade não passa de um rumor, vamos primeiro ao que interessa.
As comemorações tiveram início na quinta-feira e há 55 anos que o Mónaco não celebrava uma ocasião igual. O último casamento principesco aconteceu em 1956, entre o príncipe Rainier III e a belíssima Grace Kelly, que morreu num trágico acidente de viação a 14 de Setembro de 1982. Agora é a vez do filho do casal levar hoje ao altar a elegante plebeia sul-africana, antiga nadadora olímpica.
O Mónaco, conhecido como um destino de luxo e glamour, decretou na quinta-feira feriado nacional, para que toda a população, cerca de 35 600 habitantes, se junte à festa. Há três dias que espectáculos de rua e concertos animam o principado. A banda americana The Eagles e o músico francês Jean Michel Jarre abriram as festividades. O casamento civil decorreu ontem à tarde, o religioso acontece hoje às 17h00 (16h00).
E porque a picardia entre famílias reais tem séculos de vida, Alberto (de seu nome completo Albert Alexandre Louis Pierre Grimaldi) e Charlene não quiseram ficar atrás dos britânicos, o príncipe William e Catherine Middleton, que em Abril fizeram parar o mundo. Os noivos do Mónaco convidaram quase 4 mil pessoas - mais do dobro dos presentes na festa do neto da rainha Isabel II - e entre elas encontram-se celebridades de todas as castas, como, por exemplo, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, a modelo britânica Naomi Campbell, o designer de moda Giorgio Armani ou o milionário Richard Branson. Depois das alianças e do beijo, os recém-casados passearão pelas ruas, a cumprimentar a plebe, até à igreja de Sainte Dévote, onde a noiva deverá depositar o bouquet, às 18h30.
Alberto, de 53 anos, e Charlene, de 33, conheceram-se em 2000, quando a jovem, na altura campeã de natação sul-africana, foi ao Mónaco participar numa competição. O príncipe trazia já na bagagem uma vida de playboy atribulada e uma filha - Jazmin Grace, actualmente com 19 anos, fruto de uma aventura com a empregada de quarto norte-americana Tamara Rotolo - e um filho, Alexandre, agora com seis anos, filho da hospedeira de bordo Nicole Coste, nascida no Togo. Ambos foram reconhecidos por Alberto, mas, de acordo com a constituição do principado, não podem herdar o trono - e não foram convidados para o casamento do pai.
Alberto não é só fama, é também proveito; outro rumor - alimentado por aquela ideia de que a relva do outro lado da cerca é sempre mais verde - surgiu no início da semana. Segundo a revista francesa "L''Express", a futura princesa tinha tentado abandonar o compromisso e o principado, numa ida sem regresso para a África do Sul. Entre os boatos que deram origem à crise está o do nascimento de um terceiro filho ilegítimo de Alberto, há menos de um mês.
Além de mulherengo, o patriarca dos Grimaldi já foi alvo dos mais variados boatos, inclusive o de ser homossexual. "Sentia-me bem nesta prolongada vida de solteiro, que me deu alguma liberdade, mas fique tranquilo, vou-me casar", disse o príncipe numa entrevista em 2005.
O filho de Rainier III (falecido em 2005) é um homem culto e amante de desporto - fez parte da selecção monegasca de bobsleigh em cinco Jogos Olímpicos de Inverno, participou no rali Paris-Dakar, é cinturão preto de judo e destacou-se ainda em outras modalidades como atletismo, andebol, ténis, squash e esqui. Há uma teoria que diz que os homens com muita queda para a actividade física são mais incontroláveis no que toca a desejos sexuais. Talvez esteja aqui a explicação mais ou menos científica para os descontrolos acima enunciados.
Alberto II, que a quente disse que ia processar a revista francesa, desistiu da ideia, mas exige que a publicação revele as suas fontes. Por sua vez, o director, Renaud Revel, garante que não vai cometer tal pecado jornalístico. Num comunicado divulgado na terça-feira, o principado afirmou que "o palácio nega com veemência as alegações falsas publicadas no site www.lexpress.fr" e que "a única intenção destes rumores é danificar a imagem do soberano e prejudicar este feliz acontecimento". Já Charlene, a principal lesada na história, não comentou publicamente o assunto.
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