O presidente da CIP, António Saraiva, demonstrou "alguma preocupação" com o imposto extraordinário hoje anunciado, sublinhando que os sacrifícios exigidos aos cidadãos e empresas devem ser acompanhados de "resultados concretos".
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, alertou o presidente da CIP, "disse que para se cumprir o défice de 5,9 por cento" é necessário "algo como" dois mil milhões de euros.
"Sendo certo que este imposto extraordinário representa 800 milhões de euros, o que é que falta ainda?", questionou António Saraiva.
O responsável falava aos jornalistas na sede da CIP, em Lisboa, no dia em que o primeiro-ministro anunciou que o Executivo vai adotar, apenas este ano, um imposto extraordinário em sede de IRS equivalente a 50 por cento do subsídio de Natal, no excedente do salário mínimo nacional.
António Saraiva declarou que o novo imposto “não foi falado na reunião tida esta semana entre a CIP e o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, manifestando todavia disponibilidade para “pôr o país no rumo do crescimento”, se os sacrifícios pedidos forem acompanhados de resultados.
“Falem-nos claro, digam-nos o que temos pela frente”, exigiu Saraiva, antevendo que caso tal não suceda, a medida hoje anunciada “não terá a colaboração das empresas e das famílias”.
Na abertura do debate do Programa do Governo, Pedro Passos Coelho referiu que, para além dos rendimentos do trabalho, serão atingidos todos os rendimentos das pessoas singulares, entre os quais os de capital. A medida será detalhada nas próximas duas semanas e permitirá ao Estado arrecadar uma receita adicional de 800 milhões de euros.




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