Passos Coelho diz não haver condições para construir um modelo novo nos próximos meses, mas garante manter “o compromisso de reformular o sistema em vigor de modo a retirar a carga burocrática e a injustiça que encerrava”.
O primeiro-ministro quer distinguir a avaliação de desempenho dos docentes e das escolas da progressão na carreira, comprometendo-se a reformular “muito rapidamente” as regras do actual sistema de avaliação de professores.
O chefe de Governo explicou ainda que o facto de o anterior executivo ter optado por não "implementar um sistema diferente", após o "chumbo" do Parlamento ao modelo de avaliação, condicionou a margem de manobra do actual Governo.
"Se nesta altura, três meses depois, o Governo adoptasse essa posição teria que se comprometer ele próprio num prazo tão apertado quanto este que temos pela frente a construir um modelo novo. E isso nós não temos hoje condições para fazer", disse Passos Coelho.
No que respeita à acção social escolar no ensino básico e secundário, Passos Coelho admitiu que esta tem funcionado “com grandes deficiências” pelo facto de os apoios serem “disponibilizados tardiamente”.




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