Francisco Assis, candidato a secretário-geral do PS e ex-líder parlamentar dos socialistas, afirmou hoje que a medida apresentada pelo primeiro-ministro de cortar 50% no subsídio de Natal este ano aos trabalhadores que recebem acima do salário mínimo nacional “suscita as máximas reservas” e que “actua indiscriminadamente” na vida dos portugueses com rendimentos mais baixos.
Assis afirmou que esta medida terá de ser “avaliada com todo o rigor” acrescentando ainda que o corte vai “contra tudo o que o PSD se comprometeu no passado”. O ex-líder parlamentar dos socialistas considerou ainda que a medida “atinge quem tem uma base de rendimento muito baixa”.
“A única medida claramente afirmada vai no sentido do aumento da receita fiscal por via da retirada de metade do subsídio de Natal aos rendimentos superiores ao salário mínimo nacional. Esta medida atua indiscriminadamente sobre rendimentos acima de um valor muito baixo, o que contraria tudo aquilo que o PSD foi dizendo no passado”, apontou Francisco Assis.
Assis considerou o discurso de Passos Coelho “muito vago e abstracto” e que “não vai ao encontro aos principais problemas do país.” “Foi um mau começo do primeiro-ministro”, disse.
“O PS agirá responsavelmente, contribuindo para aprovação das medidas necessárias, mas também será exigente. Por isso, dizemos que o PSD está já no Governo a desautorizar-se a si próprio em relação ao que prometeu e ao que disse no passado”, acrescentou.




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