UGT: imposto extraordinário sobre IRS é "completamente inaceitável"

por Agência Lusa, Publicado em 30 de Junho de 2011   
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O secretário-geral da UGT, João Proença, afirmou hoje que a criação de um imposto extraordinário sobre o IRS é "completamente inaceitável", defendendo por isso o agravamento do IRC para as empresas, caso a medida seja implementada.

"Se é necessário tomar mais uma medida adicional para atingir objetivos centrais que estão no memorando [de entendimento com a ''troika''], isso é possível, agora, o anúncio que é feito de que vai haver um imposto extraordinário sobre o IRS para nós é uma medida completamente inaceitável", disse João Proença aos jornalistas após um encontro com o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira.

O secretário-geral da UGT manifestou-se contra a criação deste imposto extraordinário, considerando que não devem ser apenas os trabalhadores a pagar, mas também as empresas. Defendeu, por isso, que caso seja criado este imposto excecional, o mesmo deverá se aplicado às empresas ao nível do IRC.

E questionou: “Então e sobre o IRC? Só os cidadãos deste país é que vão ser diretamente afetados, as empresas não vão pagar? Não vai haver nenhuma taxa sobre as operações financeiras especulativas? São só os cidadãoe e, em particular, os trabalhadores, os afetados por qualquer medida extraordinária para combater o défice?”.

João Proença reiterou ainda que tal “é inaceitável” e vincou que “os sacrifícios que estão no memorando de entendimento com a ‘troika’ já são mais do que suficientes”.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***



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