O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, António Saraiva, revelou hoje que o Ministro da Economia, Emprego e Obras Públicas (MEEOP), Álvaro Pereira Santos, "prometeu um conjunto de medidas para estimular a economia através dos factores de produção, num prazo de três meses", embora não especificasse quais. A isto soma-se a promessa específica do ministro Álvaro, que foi a de "dar garantias de acesso e menor custo do crédito às empresas no prazo de 15 dias". Com estes dois pontos apalavrados entre CIP e MEEOP, Saraiva afirmou a sua "agradável constatação de que estamos em sintonia de posições: estimular a economia o mais rápido possível. Saímos muito animados desta reunião".
Saraiva também teve a garantia de que a Taxa Social Única (TSU) "ver ser reduzida ainda este ano", naquele que era um dos apelos da CIP, que pretende a simultaneidade nas mexidas do IVA e da TSU. O responsável da CIP revelou que a redução da TSU será superior aos 4%, valor que era considerado "incipiente" pela CIP.
Concertação Social foi também um tema tratado nesta reunião, tendo em vista a "questão preocupante do desemprego e a da sua redução", tendo a CIP garantido que o "governo pode contar com a CIP como parceiro social numa base tripartida de concetação social".
Também o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, afirmou hoje aos jornalistas que o "ministro da Economia prometeu algumas surpresas no programa de Governo, mas só as iremos conhecer depois de ser apresentado à Assembleia da República".
Vieira Lopes falou à saída de uma reunião com o ministro Álvaro Santos Pereira, "que foi de apresentação, mas onde expusemos as nossas preocupações em relação ao sector, como a questão do financiamento das empresas, o estímulo à economia, a regulação, a questão da exportações". O responsável pela CCP adiantou ainda que "ouvimos falar muito de austeridade, mas pouco de estímulos à economia. É preciso ver como se vai relançar a economia".




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