O eurodeputado Rui Tavares anunciou esta terça-feira que abandona o Bloco de Esquerda. Numa nota à imprensa divulgada em Bruxelas, Rui Tavares, independente que havia sido eleito em 2009 para o Parlamento Europeu integrado nas listas do Bloco de Esquerda, diz que perdeu a "confiança pessoal e política no coordenador nacional" do partido, tornando-se assim "impossível" continuar integrado na delegação bloquista, pelo que passou à condição de independente integrado no grupo dos Verdes europeus.
Em causa está um pedido de desculpas público que Rui Tavares tinha exigido ao coordenador do Bloco por este o apontar como estando na origem de informações enganosas sobre os fundadores desta força política nos jornais i e Sol.
A acusação surgiu via facebook na sexta feira à noite. No dia seguinte, Rui Tavares respondia no seu blog, desmentia Louçã e declarava: "O mínimo que espero de Francisco Louçã é que esclareça a confusão que levianamente criou, peça desculpas pelo facto, e retracte o seu texto."
Reacções
Os eurodeputados do Bloco de Esquerda Miguel Portas e Marisa Matias consideraram hoje "desproporcionada" a decisão do seu colega Rui Tavares de abandonar a delegação bloquista ao Parlamento Europeu na sequência de uma divergência pessoal com o líder do partido.
Numa nota divulgada hoje em Bruxelas, Miguel Portas e Marisa Matias também criticam implicitamente o facto de Rui Tavares ter decidido tornar-se independente pelo grupo parlamentar dos Verdes europeus, abandonando a família política do Grupo de Esquerda Unitária, que integra os eurodeputados do Bloco e do PCP.
"A razão invocada pelo eurodeputado independente Rui Tavares foi a da divergência pessoal com o coordenador da Comissão Política do Bloco, Francisco Louçã. Tratando-se de uma decisão individual, registamos a desproporção entre o motivo invocado e a consequência política da decisão", lê-se na nota divulgada por Miguel Portas e Marisa Matias.
"Respeitando a decisão de Rui Tavares, continuaremos a assumir todos os nossos compromissos e a trabalhar para a convergência das esquerdas na Europa", concluem Miguel Portas e Marisa Matias.




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