Política

Novo governo: quatro negas, um desconvidado e uma derrota

por i com Lusa, Publicado em 18 de Junho de 2011   
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Vítor Bento, Eduardo Catroga, Sevinate Pinto, Paulo Rangel e Jorge Moreira da Silva são alguns dos nomes que estiveram na short-list para o novo executivo, o mais curto e jovem desde o 25 de Abril.
Para a primeira escolha na pasta das Finanças Passos tinha pensado no economista e conselheiro de Estado Vítor Bento. Segundo a edição de hoje do Expresso, o presidente da SIBS terá alegado "razões financeiras" para não assumir o cargo de ministro.
Quanto a Catroga, visto há meses como um ministro quase certo, teria preferido a pasta das Finanças que Passos Coelho queria entregar a Bento. Convidado para ministro da Economia, diz o Expresso, Eduardo Catroga não mostrou entusiasmo por uma tutela conjunta de Obras Públicas, Telecomunicações, Trabalho e Empresas. Na rejeição, terá alegado ainda "razões familiares e idade", escreve o semanário. Ontem o economista recusou comentar o assunto.
Paulo Rangel, diz também o Expresso, foi convidado para a pasta da Educação mas o eurodeputado recusou o convite por "desconhecimento numa área tão pesada e polémica."  A pasta será então assumida pelo matemático e mais recentemente gestor Nuno Crato.
Se três negas foram dirigidas a Passos Coelho, a quarta coube a Paulo Portas, que não conseguiu convencer o ex-ministro da Agricultura Sevinate Pinto a reassumir a pasta. Segundo o Expresso, o conselheiro não quis repetir a experiência de um governo de coligação.
A derrota de Portas terá sido mesmo o ministério da Economia. Segundo o Expresso, o CDS queria António Pires de Lima ou Lobo Xavier na pasta e insistiu enquanto pode para que a escolha fosse sua, não tendo tido "peso político" neste capítulo. Segundo o Público, Portas também teve resposta negativa para uma pasta na Administração Interna. O diário adianta ainda que Assunção Cristas, a primeira mulher a assumir a pasta da Agricultura (agora fundida com Ambiente) estava pensada para uma pasta social, mas o insucesso da negociação do CDS por mais pastas votou-a à que assumirá daqui para a frente.
Resta falar do convite anulado: segundo o semanário, Jorge Moreira da Silva era a escolha de Passos Coelho para a Agricultura, mas o interesse teve de ser anulado (e terá sido justificado) com o facto de Paulo Portas ter perdido a Economia. Segundo Público, Moreira da Silva defendia também um modelo diferente para este ministério: juntar Ambiente, Energia e Transportes para atender aos desafios da sustentabilidade.



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