Assunção Cristas, a mãe com carreira e a "mais centrista do CDS"

por Agência Lusa, Publicado em 17 de Junho de 2011   
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Assunção Cristas, a nova ministra da Agricultura, experimentou a política aos 27 anos, mas tomou-lhe o gosto, embora prosseguindo a carreira de universitária e sem que tal impedisse esta católica de 36 anos de ter três filhos.

 

No início do seu primeiro mandato como deputada, na última legislatura, em 2009, a doutorada em Direito Privado e docente na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa assumiu-se como "a pessoa mais centrista do CDS", em entrevista ao jornal i.

 

No XIX Governo Constitucional, vai assumir o Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território.

 

Maria de Assunção Oliveira Cristas Machado da Graça nasceu em 28 de setembro de 1974 em Luanda, mas cresceu desde tenra idade em Lisboa.

 

A entrada na cena política deu-se em outubro de 2002, com o convite da então ministra da Justiça, Celeste Cardona, para o cargo de sua adjunta, colocando a tese de doutoramento em pausa, para assumir as funções no Governo de coligação PSD/CDS-PP, liderado por Durão Barroso.

 

Após esse tirocínio, Assunção Cristas integrou o Gabinete de Política Legislativa e Planeamento até 2005, voltando depois à vida universitária, mas uma intervenção no programa "Prós e Contras" da RTP, em plena campanha para o referendo à descriminalização do aborto, despertou a atenção de Portas, em busca de caras novas para a renovação do CDS-PP.

 

O convite para integrar a Comissão Política dos centristas não tardou e o "rigor, afinco e trabalho" -- a sua fórmula para tudo em que se mete -- levaram-na até à posição de cabeça delista nas eleições legislativas de 2009 pelo círculo de Leiria, coordenando ainda o programa eleitoral do partido.

 

Entre as diversas ações protagonizadas durante a XI Legislatura, destaca-se a responsabilidade pela Comissão de Orçamento e Finanças no grupo parlamentar do CDS-PP.

 

Na quinta-feira, durante a cerimónia de assinatura do acordo entre Passos Coelho e Portas, Assunção Cristas, vice-presidente e membro da Comissão Executiva dos populares, esteve também presente na restrita comitiva de quatro elementos de cada partido, acabando por assumir no XIX Governo uma das principais 'bandeiras' do CDS: a agricultura.



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