Estado coloca 1000 milhões de euros em dívida com juros abaixo de emissões anteriores

por Agência Lusa, Publicado em 15 de Junho de 2011   
Opções
a- / a+

O Estado colocou hoje mil milhões de euros de dívida a três e a seis meses, com juros abaixo de emissões anteriores, no dia em que o Estado amortiza seis mil milhões de euros em dívida.

No prazo a três meses, em que se tratou de uma reabertura da linha com maturidade a 23 de setembro, foram colocados 612 milhões de euros tendo o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) pago uma taxa de juro média de 4,863 por cento, abaixo dos 4,967 por cento do leilão de 01 de junho.

O juro mais baixo oferecido a Portugal para comprar dívida no leilão de hoje foi de 4,60 por cento.

A procura superou em 2,4 vezes a oferta face às 2,7 vezes de junho.

 

Com o leilão de hoje, a linha de Bilhetes do Tesouro que vence a 23 de setembro fica agora com um saldo vivo (montante a amortizar pelo Estado quando a linha atingir a maturidade) de 3.496,4 milhões de euros.

 

Já no prazo a seis meses, o Tesouro colocou 388 milhões de euros com juro médio de 4,954 por cento, abaixo dos 5,529 por cento da anterior emissão no mesmo prazo, a 20 de abril.

 

Neste caso, a procura superou a oferta em 3,8 vezes, acima das 3,7 vezes de abril.

 

A seis meses tratou-se do lançamento de uma nova linha de dívida de curto prazo com maturidade em 23 de dezembro deste ano.

 

O IGCP anunciou a 09 de junho que pretendia colocar entre 750 e mil milhões de euros em junho.

Segundo o responsável do mercado de dívida do Banco Carregosa, as colocações de hoje demonstram que "Portugal continua a endividar-se no curto prazo a taxas muito elevadas", estando as taxas de juro cobradas "em linha" com as do mercado secundário.

 

"A única notícia é que o Estado continua a financiar-se no mercado, a manter vivas linhas de dívida, mas a pagar um preço que continua alto", considerou.

 

Quanto à melhoria da procura face às emissões anteriores para os mesmos prazos, Filipe Silva afirma que isso se deve à crença dos compradores de que "o risco nestes prazos (a três e seis meses) é muito reduzido".

 

O leilão de hoje aconteceu no mesmo dia em que o Tesouro amortizou cerca de seis mil milhões de euros em juros e dívida em fim de maturidade.



Qual a sua reacção:
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Notícia relacionada

Close