José Sócrates demitiu-se, esta noite, do cargo de secretário-geral do PS e garantiu que já pediu ao presidente do PS, Almeida Santos, para que convoque com urgência a Comissão Nacional dos socialistas, de forma a que seja marcado um congresso extraordinário, tendo em vista eleger uma nova direção.
Sócrates disse também que não pretende "ocupar qualquer cargo político nos próximos tempos", salientando que regressa "à condição de militante base do PS e quero dar espaço ao partido para discutir livremente o seu futuro".
O ainda líder do PS diz que não receia o "julgamento histórico", mas admitiu que poderia ter feito "algumas coisas melhor". "Todas as liderançs políticas cometem erros. Cometi certamente alguns, mas nunca cometi o erro de não agir ou de não decidir".
Depois da declaração de Sócrates os jornalistas fizeram algumas perguntas num ambiente de tensão com os militantes socialistas, que contestaram as questões que estavam a ser colocadas com sonoros assobios.
Este anúncio foi feito depois de ser conhecida a vitória do PSD, com o PS a registar um dos piores resultados. Aliás, o partido de Passos Coelho poderá mesmo atingir a maioria absoluta, segundo as projecções que têm sido anunciadas.
Recorde-se que, o director de campanha do PS, Vieira da Silva, tinha assumido dez minutos depois das oito da noite, a derrota do PS e deixou claro que o lugar dos socialistas é, a partir de agora, na oposição. "Caberá à nova maioria a responsabilidade de governar o país. O PS irá agora para a oposição", disse Vieira da Silva, numa curta comunicação em que não fez qualquer comentário sobre a possibilidade desta derrota levar à demissão de José Sócrates da liderança.




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