O líder do PSD comentou hoje os números do desemprego que dão Portugal com uma taxa de 12,6%. Questionado pelos jornalistas, Passos Coelho disse que "é uma taxa muito elevada. Digo mais uma vez que infelizmente não é uma taxa que nos surpreenda porque nos sentimos que a recessão económica tem vindo a produzir um efeito que é devastador, destruição líquida de emprego tem sido muito acentuada".
Na Figueira da Foz onde esteve de manhã em campanha, Passos acusou indirectamente o governo de estar a criar um "exército de desempregados". Ao explicar que a tarefa do próximo governo passa por aumentar a produtividade do país via preço - a curto prazo - e via qualidade e inovação - a médio longo prazo -, Passos disse estar convencido de que "que isso exige uma série de transformações em que o próximo governo tem de se empenhar rapidamente de modo a inverter esta tendência que tem sido acentuada de criar um exército de desempregados que é hoje um factor de injustiça e insegurança do país e de desespero para muitas pessoas".
Para aumentar a produtividade, Passos voltou a referir a baixa da taxa social única, admitida pela troika e deixou novamente a garantia que para isso não é preciso aumentar as taxas do IVA.
O candidato social-democrata explicou ainda que caso vá para o governo a actualização dos salários será feita tendo em conta a produtividade como principal factor, e não a inflação.
Depois de ontem ter sugerido que a troika preferia uma mudança de governo em Portugal, num arraial minhoto em Viana do Castelo, hoje quando questionado apenas referiu: "Nunca me apresentei como tal" [candidato preferido da troika].




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