Em resposta a José Sócrates, que considerou “patético" o discurso de Passos dirigido aos socialistas desiludidos, o candidato social-democrata garante não quer “jogar à bulha com ninguém”.
“Eu não quero fazer comentários sobre esse tipo de afirmação. As pessoas que nos ouvem ficam com a ideia de que nós andamos aqui a jogar à bulha uns com os outros”, disse hoje em Arcos de Valdevez, acrescentando: “Eu não quero jogar à bulha com ninguém. Não foi para jogar à bulha que me candidatei à liderança do PSD.”
Para Passos Coelho, a segunda parte da campanha “deveria acentuar essa nossa convicção de que nós agora queremos é construir o futuro, e esse futuro só pode ser construído com um grande vitória nas eleições.”
“O país hoje sabe qual é o nível de responsabilidade que cabe ao actual Governo e eu tenho a certeza de que as eleições irão mostrar isso”, acrescentou no final de uma visita à Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez.
Passos Coelho recusou comentar as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa que comparou, na TVI, a escolha de dia 5 a uma escolha entre males menores.
“Não vou comentar o que diz o professor Marcelo Rebelo de Sousa e os senhores terão oportunidade de lhe perguntar, porque vai estar comigo em Aveiro na quarta-feira”, respondeu aos jornalistas.
“Estou muito convencido que o país quer ter segurança na mudança que precisa de fazer e o PSD é o partido que pode oferecer essa segurança às pessoas”, acrescentou, mostrando-se confiante na vitória: “Eu sei que vou ganhar porque é o que eu sinto no país”.




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