Foi de cravo na mão que Paulo Portas percorreu hoje a feira de artesanato de Sátão, em Viseu. “Em questões sociais, sinto-me à esquerda do PSD”, disse o líder do CDS-PP.
Paulo Portas conversava com o presidente da junta de freguesia de Sátão, eleito pelo PSD, mas que lhe vai dar o seu apoio. “Queria que fossem coligados”, disse o presidente. Mas qual a diferença entre Paulo Portas e Passos Coelho? “A diferença é que o presidente do CDS e, candidato a primeiro-ministro - segundo informações, não é, pelo menos vai fazer parte do governo - olha mais pelos pobres.”
As diferenças entre os dois partidos também são enunciadas por Paulo Portas – “o CDS tem compromisso social e o PSD é mais liberal” – mas garante: “Não é incompatível”.
Questionado sobre se acha possível captar votos à esquerda, Portas mostra-se confiante: “Acho”.
Para o líder popular, o importante “não é a direita ou a esquerda” mas “o trabalho”. “O que valem cantorias ideológicas, a retórica absurda. Resta saber se a gente não está ligada aos vícios da política”, disse.
De cravo na mão, Portas visitou uma pequena exposição de murais do 25 de Abril. A história de cada mural ia sendo contada pelo feirante mas o líder do CDS ajudava à descrição: “Estes murais são do tempo do maoísmo. No tempo de reforma agrária havia no Alentejo cartazes que diziam ‘Barreto e Portas para a rua’. Era o meu tio Carlos Portas que fez das primeiras definições das propriedades depois da reforma agrária”.
O líder do CDS ainda teve tempo para explicar a questão dos governos civis. Questionado por um funcionário de um governo civil sobre o que aconteceria aos trabalhadores com a extinção dos governos civis, proposta pelo CDS, Portas explicou que a “as competências têm de ser redistribuídas, mas com cuidado”.




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