Portas questiona trabalho do PSD para pedir “maioria absoluta”

por Sónia Cerdeira com Agência Lusa, Publicado em 27 de Maio de 2011   
Líder do CDS-PP criticou mais uma vez “sondagens maradas”
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O pedido de maioria absoluta feito hoje por Pedro Passos Coelho teve resposta imediata de Paulo Portas que colocou em causa o trabalho do PSD. “O que é que o PSD fez durante o tempo de oposição e até na campanha eleitoral para ter maioria absoluta?”, questionou o líder do CDS-PP, depois de um jantar, em Marrazes, Leiria.

 

Outra pergunta de Portas revelou que o líder do CDS-PP ainda não esqueceu o “não” do líder do PSD a uma coligação pré-eleitoral. O líder popular fez, ainda, questão de lembrar aos sociais-democratas que o CDS não é o seu “adversário”. “Ouvi hoje mais uma vez o líder do PSD pedir uma maioria absoluta para o PSD. Chegou a hora de fazer ao líder do PSD três perguntas. Primeiro porque é que anda a pedir aos eleitores para não votarem CDS quando recusou aliança que eu em nome do CDS lhe propus? Segundo porque é que o PSD em vez de disputar eleitores com o PS anda tão preocupado em disputar eleitores com o CDS? Terceiro e, mais importante, o que é que o PSD fez durante o tempo de oposição e até na campanha eleitoral para ter maioria absoluta?”, perguntou Portas.

 

Mais uma vez, Portas deixou críticas às sondagens: “Há quem invoque sondagens maradas para exigir os votos a que eles chamam úteis, nós somos humildes só invocamos o tremendo trabalho que fizemos para pedir o voto que é merecido”, disse.

O objectivo para Leiria é eleger o segundo deputado e Portas explicou porquê: “Enquanto o governo andava a dissipar os recursos do país e o PSD andava a dormir, quem fez oposição ao primeiro-ministro e ao ministro das Finanças foram duas deputados do CDS”, Assunção Cristas, cabeça-de-lista por Leiria, e Cecília Meireles, candidata a deputada pelo Porto.

Já Assunção Cristas traçou um objectivo mais alto: “O objectivo nestas eleições é crescer e disputar o primeiro lugar. Queremos entrar na primeira liga, ou melhor, nós estamos já na primeira liga, quer queiram, quer não”. O crescimento do CDS não é por “sorte” ou porque “os outros são mais ou menos fracos”. “Estamos a crescer por nós”, garantiu a cabeça-de-lista.

O acordo com a troika para a ajuda externa a Portugal esteve hoje em debate devido às alterações feitas no texto entregue em Bruxelas. Assunção Cristas garante que “não é verdade que o próximo governo tenha cartilha do FMI que só tem de executar”. “O acordo para a ajuda externa não esgota as nossas propostas. Não é um eucalipto, não seca tudo em volta. É um desafio para criar condições para que ainda assim a economia se possa posicionar e florescer”, garantiu. 

 



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