Televisões são obrigadas a fazer debates com todos os candidatos

por Rosa Ramos, Publicado em 28 de Maio de 2011   
Tempo de antena do PND vai voltar, por decisão do Tribunal Constitucional, que indeferiu ontem o pedido de suspensão do vídeo
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As televisões generalistas são, desde ontem, obrigadas a promover debates frente a frente com todos os partidos concorrentes às eleições legislativas, até ao último dia da campanha.

O Tribunal de Oeiras deu razão a uma providência cautelar interposta pelo PCTP/MRPP e decidiu condenar a RTP, a SIC e a TVI em mil euros por cada dia decorrido desde ontem e até 3 de Junho "em que não cumpram" a decisão, incorrendo assim no crime de desobediência qualificada.

A decisão do tribunal refere que a organização dos frente-a--frente visa "a participação de um representante do requerente" (PCTP/MRPP) e de participantes "das restantes forças e partidos políticos concorrentes às eleições legislativas" de 5 de Junho, "na medida em que cada um destes últimos assim o deseje". A acção foi interposta pelo MRPP, que se queixou de não ter sido convidado a participar nos debates televisivos, realizados entre os líderes dos cinco principais partidos, entre 6 e 20 de Maio. Quem já se pronunciou sobre a decisão foi o Movimento Esperança Portugal (MEP), que, apesar de "saudar a igualdade de oportunidades nos debates", a classifica de "injusta". É que o MEP também interpôs uma providência cautelar com o mesmo objectivo do MRPP junto do mesmo tribunal, mas a acção foi considerada improcedente na passada quarta-feira. "Perante duas providências cautelares iguais, uma é aceite e outra não é aceite", diz o MEP num comunicado em que se disponibiliza "a participar em todos os debates que venham a ser consensualizados nos próximos dias".

PND ganha tempo de antena Também ontem, o Tribunal Constitucional (TC) decidiu indeferir o pedido de suspensão do tempo de antena do Partido Nova Democracia (PND), em que Alberto João Jardim era comparado com vários ditadores, argumentando que o vídeo em causa não é um apelo à desordem nem ofende a honra do visado. "O tribunal considerou que, sendo ostensivo o propósito humorístico da sugestão de uso de armas para afastar do poder o actual presidente do Governo Regional da Madeira, as palavras e imagens [...] não comportam risco de serem interpretadas como um apelo à desordem ou incitamento ao ódio, à violência ou a qualquer acção ilícita", diz o TC. Membros do PND manifestaram-se ontem à porta do tribunal. "É uma grande vitória contra o presidente do Governo Regional da Madeira e uma grande derrota dele, porque estava empenhado em que nos tirassem o tempo de antena", disse o cabeça-de-lista do PND por Lisboa. Com Lusa


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