Passos denuncia nomeações escondidas

por Liliana Valente, Publicado em 23 de Maio de 2011   
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O líder do PSD disse esta manhã em Coruche que tem recebido denúncias de que estão a existir nomeações em altos cargos da administração pública que estão a ser escondidos. Em declarações, num encontro que teve com agricultores no segundo dia de campanha, Passos Coelho lançou a bomba de que por ordem superior, a Imprensa Nacional da Casa da Moeda não está a publicar as nomeações em Diário da República. "
 
"O Estado está, nomeadamente no ministério da Justiça a fazer nomeações e a garantir que essas nomeações não sejam publicadas em Diário da República a não ser depois do próximo governo tomar posse". Passos diz que estão a "ocultar as nomeações que estão a ser efectuadas"


Para que não restem dúvidas, Passos diz que "tem provas concretas de que estão a ser feitas nomeações para cargos dirigentes intermédios". Garante ter "emails trocados pelos serviços públicos da Imprensa Nacional da Casa da Moeda a solicitar que estas publicações nao fossem feitas".
 
Por isso o candidato pede ao governo que explique se houve "ordem superior para esse efeito ou se há outro pedido".
 
Depois de Coruche, Passos rumou a Tomar para uma arruada num dia dedicado ao distrito de Santarém.

 

Já em Tomar, antes do almoço, Passos Coelho esclareceu que "não se trata de nenhum episódio de campanha" até porque, diz "o PSD não vai trazer incidentes nem episódios de campanha. Não é por isso que se ganham ou perdem eleições".


Questionado pelos jornalistas sobre a denúncia que fez de manhã em Coruche, Passos disse que "existem provas de que essas nomeações estão a ocorrer" e que mais tarde vai divulgá-las para se mostrar a "prova cabal" do que diz e que para que o governo possa "averiguar o que se passa".

Por isso reiterou o pedido de explicações: "É importante que o país saiba que o governo que está em gestão não está a usurpar as suas competências e que as nomeações que possam estar a acontecer possam ser conhecidas" pelos portugueses.

Passos Coelho acrescentou, em reacção às declarações de José Sócrates, que "espera que o primeiro-ministro tenha razão" e que apenas trouxe o caso para a praça pública para que houvesse um esclarecimento.
 

 



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