Fernando Nobre diz que "todos os portugueses são africanistas de Massamá"

Publicado em 21 de Maio de 2011   
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O cabeça de lista do PSD por Lisboa, Fernando Nobre, afirmou hoje que todos os “portugueses são africanistas de Massamá” e que ele é pelo menos o “maior” entre os candidatos pelo círculo eleitoral da capital.

 

“Faço questão de dizer aqui em Massamá que eu, como todos os portugueses somos africanistas de Massamá. Eu sou o maior e talvez o mais africanista de todos os candidatos, por Lisboa e talvez não só”, afirmou Nobre durante a visita à feira solidária da escola básica 2,3 Egas Moniz, de Massamá.

 

O candidato às legislativas de 05 de junho recordou ter nascido em África e deixou um recado aos portugueses:

 

“Ai do português que pensa ter o puro sangue celtibero. Não conhece nada da nossa História. E aqui em Massamá eu grito forte para que me ouçam bem - nós portugueses, nós todos, somos africanistas de Massamá”, disse.

 

Na quinta-feira, o deputado e presidente da Federação do Baixo Alentejo do PS, Luís Pita Ameixa, apelidou o líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, de “africanista de Massamá".

Na sexta-feira, o dirigente socialista Vieira da Silva lamentou a "forma infeliz" como o deputado do PS Pita Ameixa se referiu a Passos Coelho e defendeu a necessidade de o debate político na campanha se centrar "naquilo que é essencial".

 

Aproveitando a visita à feira solidária, Fernando Nobre lembrou hoje as situações de “pobreza muito gravosas” que existem em Portugal. “Pela primeira vez, na nossa história está a haver uma corrente de emigração, de saída de pessoas de Lisboa para países estrangeiros”, notou o candidato, acrescentando que o desemprego continua a subir e afetará um milhão de pessoas em 2013.

 

A resposta das instituições de solidariedade está no “limite” face ao crescimento das solicitações e à descida de doações pelo que deverá existir, como prevê o programa do PSD, uma rede de apoio que abranja “Estado Central, juntas de freguesia, instituições e empresas com espírito de cidadania”, defendeu.

 

“Precisa-se de um Estado eficaz e elegante para que as gorduras desnecessárias sejam aplicadas onde são absolutamente necessárias, que é junto dos mais desfavorecidos”, disse.

Acerca do debate de sexta-feira entre José Sócrates e Passos Coelho garantiu saber “quem perdeu”: “Quem não tem propostas credíveis, não tem ideias e contenta-se apenas a criticar as ideias dos outros”.

 

“E sei quem ganhou, com serenidade, com tranquilidade, com responsabilidade e competência”, disse.

 



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