O vice-presidente do Banco Central Europeu, Vítor Constâncio, defendeu hoje que Portugal deveria esforçar-se por cumprir mais cedo do que o previsto as metas económicas do programa negociado com a ''troika internacional''.
"Portugal e Irlanda devem é, neste momento, procurar cumprir o programa com um desempenho, se possível, ainda superior àquilo que está no programa", disse Vítor Constâncio à margem do ''Brussels Economic Forum'', uma conferência anual organizada pela Comissão Europeia.
Este responsável do BCE explicou que essa estratégia "criará as condições para um regresso mais rápido ao mercado de capitais e isso será muito importante para o futuro financiamento" das economias portuguesa e irlandesa.
Para receber a assistência financeira, Portugal comprometeu-se a realizar um programa de três anos, de junho de 2011 até meados de 2014, que inclui reformas estruturais para assegurar um aumento do potencial de crescimento da economia, a criação de empregos e a melhoria da competitividade.
O programa contém ainda uma estratégia de consolidação dos desequilíbrios das finanças públicas, que inclui a redução do défice orçamental para 3 por cento do PIB até 2013, e um regime de apoio ao sistema bancário até 12 mil milhões de euros.
Os ministros das Finanças da Zona Euro e da União Europeia aprovaram segunda-feira o programa de assistência Financeira a Portugal, o terceiro país da moeda única a receber este tipo de resgate.
Vítor Constâncio voltou a advertir que “uma experiência de reestruturação” da dívida pública em qualquer país “seria altamente penalizadora, a começar pelo próprio país”.
O vice-presidente da autoridade monetária da Zona Euro também considerou “normal” que na união monetária europeia as taxas de juro aumentem, nomeadamente em Portugal, numa altura em que os 27 no seu conjunto estão num processo de recuperação económica.
Por outro lado, Vítor Constâncio minimizou as consequências para o FMI do facto de o diretor-geral da Instituição Dominique Strauss-Kahn ter sido detido preventivamente nos Estados Unidos por tentativa de violação.
“As instituições são muito mais fortes do que quaisquer pessoas” e “a máquina técnica e a sua credibilidade não ficou afetada”, sustentou.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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