2009 está a ser um ano de constantes reviravoltas e o ténis não é excepção. Logo em Janeiro, Rafael Nadal deixou Roger Federer a chorar com a vitória na final do Open da Austrália. Previa-se o fim do suíço. Nadal estava mais forte e agora não era apenas na terra batida de Paris, nem na relva de Wimbledon. O sucesso do espanhol estava a alastrar-se a uma rapidez pandémica e tinha chegado ao piso rápido da Austrália.
O maiorquino era cada vez mais líder do ranking e Federer parecia afundar-se até que... num instante tudo mudou. A vitória de Federer contra Nadal em Madrid foi o ponto de viragem. Não só porque deu um novo fôlego ao suíço, mas também porque marcou uma série de problemas físicos do espanhol.
Nadal não resistiu a Soderling em Roland Garros e Federer aproveitou para vencer o único Grand Slam que lhe faltava. Nadal não marcou presença em Wimbledon devido a problemas físicos e Federer aproveitou para chegar ao 15.º título de Grand Slam, tornando-se o jogador com mais vitórias neste tipo de torneios.
Será que o afastamento de Nadal explica tudo, especialmente numa altura que se começava já a duvidar se o recorde de Pete Sampras seria batido pelo suíço? Com ou sem ajudas, Federer não vacilou e agora está novamente na mó de cima, ao contrário de Nadal.
O espanhol vive momentos difíceis aos 23 anos e pode inclusive ter o futuro em risco. É pena. O mais provável seria daqui a uns anos, em Wimbledon, ver o reformado Roger Federer aplaudir mais um recorde batido de Rafael Nadal.




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