“O próprio FMI governa melhor do que o PS”

por Agência Lusa, Publicado em 05 de Maio de 2011   
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O cabeça de lista do PSD pelo Porto, José Pedro Aguiar-Branco, acusou hoje Francisco Assis de confundir Estado Social com Estado socialista, considerando que o “próprio FMI governa melhor do que o PS”.

 

O cabeça de lista do PS pelo círculo eleitoral do Porto, Francisco Assis, disse hoje que o PSD “subitamente” ficou sem programa eleitoral já que estava à espera da boleia da troika para destruir o Estado Social, não tendo agora condições para o fazer.

 

“Lamento que Francisco Assis esteja já a ser um seguidor da escola de José Sócrates, ou seja, de manipular a verdade”, condenou.

 

Segundo Aguiar-Branco, o líder da bancada parlamentar do PS “está pouco atento àquilo que têm sido as declarações ainda hoje dos representantes máximos da troika, que dizem que o PEC 4 não era suficientemente abrangente e que não previa toda a dinâmica que tem a ver com o crescimento económico e de criação de riqueza”.

 

“Inclusivamente [a troika disse] que deveria ter sido feito este pedido de ajuda externa mais cedo do que aquilo que foi e que isto teve consequências nas medidas, que vão ser mais restritivas e penosas para os portugueses, e também no aumento que isto vai significar na taxa de desemprego”, acrescentou.

 

Segundo o deputado do PSD, “esta própria realidade é ela em si uma machadada - mais uma - que o PS deu e está a dar no Estado Social”.

 

“Registo que mais uma vez Francisco Assis está a confundir o Estado Social com o Estado socialista”, sublinhou.

 

Aguiar-Branco salientou ainda que “essa confusão é que o faz julgar que o PSD está a querer acabar com o Estado Social”.

 

“Não. O PSD está a querer acabar com o Estado socialista que tem potenciado clientelas e dependências, que essas sim põem em causa o próprio Estado Social”, justificou.

 

O ex-candidato à liderança laranja disse ainda que “mais uma vez é de registar que José Sócrates é o responsável por ter deixado o país cair em risco de bancarrota”.

 

“O atraso no pedido de ajuda externa significou um agravamento nas taxas de juro quanto ao financiamento de que Portugal precisa para honrar os seus compromissos. Quanto custou ao país este capricho do senhor primeiro-ministro? Seguramente muitos milhões de euros”, criticou.

 

Para Aguiar-Branco, “José Sócrates fez com que esta falta de sentido de Estado e de responsabilidade tenha agravado ainda mais as condições para Portugal poder sair desta crise em que está mergulhado”.

 

“Isto mostra que o próprio FMI governa melhor que o Partido Socialista”, considerou.

 

O cabeça de lista social democrata pelo Porto defendeu que o “PSD andou bem quando rejeitou o PEC 4 porque a situação atual é menos penosa e que dá mais esperança aos portugueses do que seguramente o PEC 4 que daria origem a um PEC 5, a um PEC 6 até ao PEC final, que seria que bancarrota”.



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