Francisco Assis apelou hoje a um "entendimento nacional" em torno do acordo alcançado pelo governo com a troika. O líder parlamentar do PS considerou que "este é o momento para estabelecermos um entendimento nacional que não servirá para anular as divergências" entre os partidos em altura de campanha eleitoral.
Quando questionado se depois das eleições há margem para negociar, Assis afirmou que este é um compromisso que "vamos assumir e que tem de ser cumprido" alertando depois para que "há visões diferentes" entre PS e PSD.
Em declarações aos jornalistas, Assis deixou uma crítica directa aos sociais-democratas: "Infelizmente ontem na sua primeira reacção, o PSD optou por uma via sectária, radical e até mesmo demagógica". Assis relembrou que ainda não é conhecido o programa eleitoral do PSD "envolto numa neblina" e que ao contrário, o programa de governo do PS mantém-se no essencial apesar do acordo com a troika.
Nas justificações dadas pelo líder parlamentar socialista, agora candidato pelo circulo eleitoral do Porto, "se não tivesse havido crise política não teria sido necessário pedir ajuda externa". Tal como José Sócrates, também Francisco Assis disse tratar-se de "um bom acordo" que permite agora a Portugal "encarar o futuro com realismo, optimismo e sobretudo com confiança".
Sem entrar em pormenores sobre as medidas, recusou-se a falar no eventual aumento dos impostos directos e indirectos, deixando para o governo a apresentação das medidas concretas que estão ainda a ser negociadas com os partidos políticos.
Assis também não esclareceu se o acordo alcançado foi também um contributo do PSD e CDS, disse apenas que não ficou "insatisfeito" com essas declarações e que se o acham então "devem subscrevê-lo".




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