77 mil professores vão saber em Agosto se dão aulas

Publicado em 07 de Julho de 2009   
Lista da primeira fase foi divulgada ontem. 29 mil professores já sabem em que escola ficam
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Entre os 111 mil candidatos ao concurso nacional de professores, 29 mil já sabem desde ontem em que escolas irão dar aulas durante os próximos quatro anos. Os outros 77 mil terão de esperar até fim de Agosto para saber se ficaram com uma das 38 mil vagas que o Ministério da Educação vai abrir na segunda fase.

O facto de 55% das vagas só serem atribuídas a menos de um mês do início das aulas leva o Sindicato Nacional Democrático dos Professores (Sindep) a temer que o arranque do ano lectivo comece sem todos os professores estarem colocados. "A dimensão deste problema será mais perceptível com o início das aulas", avisa Carlos Chagas, dirigente do Sindep.

A primeira lista de colocação foi ontem à tarde divulgada no site da Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação e, por enquanto, há apenas uma certeza: 27 mil docentes não devem conseguir sequer um contrato. A esmagadora maioria dos colocados são professores dos quadros que pediram transferência para outra escola ou que conseguiram fixar-se num agrupamento escolar.

Os cerca de 30 mil colocados na primeira fase e os 38 mil que vão ter no prazo de dois meses uma escola atribuída são suficientes para assegurar as necessidades do sistema educativo, garante Valter Lemos, secretário de Estado da Educação. "Este concurso responde a necessidades que foram expressas pelas próprias escolas." A afirmação levou os sindicalistas a criticar o governo por não disponibilizar mais vagas durante a primeira fase do concurso nacional.

Lucinda Manuela, da Federação Nacional de Educação, não entende como pode o Ministério da Educação prever 38 mil vagas, até ao fim do próximo ano lectivo, se as escolas ainda não relataram à tutela quantos professores ficam a faltar, depois da primeira fase de colocações. A federação duvida das contas do Ministério e está preocupada com as poucas vagas que ficam para os contratados - entre os cerca de 65 mil professores com vínculo precário apenas 417 conseguiram pela primeira vez entrar para os quadros da função pública.


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