Ulrich: reestruturar dívida terá consequências incalculáveis

por Ana Suspiro, Publicado em 28 de Abril de 2011   
O presidente do BPI pede que não se ceda à tentação de querer apagar o passado com uma borracha e revela que o banco tem 480 milhões de euros em dívida grega e que acompanha por isso com atenção a evolução da economia da Grécia
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Um cenário de "reestruturação de dívida soberana teria consequências incalculáveis para países e povos", diz o presidente do BPI. É para evitar isso que muita gente está a trabalhar.
Para Fernando Ulrich essa hipótese, referida mesmo por pessoas em relação a Portugal, é "um disparate. É a tentação de apagar com uma borracha o problema".
Questionado sobre a posição defendida por economistas como Paul Krugman no sentido de que Portugal terá que reestruturar dívida, o presidente do banco sublinha: "Por deformação profissional tenho mais respeito pela opinião das pessoas que fazem e não das que comentam. Não atribuo às  palavras do s. Krugman a mesma importância que vocês. Ele ganha dinheiro a vender livros e fazer conferências. Dou mais importância ao que diz Merkcel, Sarkosy e Durão Barroso,
 
O BPI tem 480 milhões de euros em dívida grega


A exposição do BPI à divida grega é de 480 milhões de euros. O banco segue com toda a atenção um cenário de eventual reestruturação.


BPI não compra dívida nacional desde 2009


O BPI tem em carteira 2700 milhões em Obrigações do Tesouro, mas desde Novembro de 2009 que não compra dívida soberana nacional. Fernando Ulrich justifica esta opção com a elevada concentração de risco num activo. O banco tem uma potencial menos-valia com os títulos da dívida portuguesa, que contribuem com cerca de metade das perdas de 900 milhões de euros na carteira de títulos para venda. No entanto, esta perda potencial não prejudicou os resultados nem o capital. Isso acontecerá se vender. 



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