O presidente do BPI não sabe a que bancos o primeiro-ministro se estava a referir quando responsabilizou a banca pelo pedido de ajuda de Portugal. Tal como o presidente do BCP, Fernando Ulrich também não viu a entrevista, mas conhece a frase. Mas pelos números divulgados hoje nos resultados trimestrais, uma certeza tem "não era com certeza ao BPI que se estava a referir".
Estas declarações foram feitas na apresentação dos lucros do BPI, no primeiro trimestre do ano. O BPI registou um lucro de 45,3 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, uma subida de 0,3 por cento face ao mesmo período do ano passado, informou hoje o banco liderado por Fernando Ulrich.
O produto bancário aumentou 7,2 por cento para 280,1 milhões de euros, "refletindo o ligeiro aumento da margem financeira (mais 1,5 milhões de euros) e a progressão dos lucros em operações financeiras (mais 8,3 milhões de euros) e dos rendimentos e encargos operacionais (12,8 milhões de euros)".
Já o resultado operacional subiu 25,1 por cento para 115,1 milhões de euros.
Os custos de estrutura foram reduzidos em 2,5 por cento face a março de 2010, totalizando 165 milhões de euros.
No comunicado, o BPI destaca a "redução da utilização de fundos do [Banco Central Europeu] BCE para zero", referindo que era de 2,5 mil milhões de euros em dezembro de 2009 e de mil milhões de euros em dezembro de 2010.
O banco diz ainda que no primeiro trimestre do ano, o grupo BPI registou um encargo de 3,8 milhões de euros para a contribuição extraordinária sobre o setor bancário em Portugal, que entrou em vigor a partir de 1 de janeiro deste ano.
A carteira de crédito a clientes na atividade doméstica diminuiu 1,9 por cento, ao passo que a carteira de crédito à habitação cresceu 2,1 por cento.
Já as carteiras de crédito a empresas, institucionais e 'Project Finance' e de crédito a empresários e negócios registaram diminuições de 5,1 por cento e de 7,6 por cento, respetivamente.




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