O Presidente da República pediu esta manhã aos diferentes agentes políticos que não comprometam compromissos de futuro saídos das eleições de 5 de Junho e pede já um entendimento entre os diferentes partidos na negociação com Troika: “Ainda antes das eleições, impõe-se um esforço de concertação entre o governo e os partidos políticos relativamente às condições para a obtenção da assistência financeira externa indispensável à salvaguarda do interesse nacional e a assegurar as necessidades de financiamento do Estado e da nossa economia”.
Num discurso com poucas novidades em que repetiu algumas das ideias já deixadas na declaração ao país em que comunicou que tinha aceitado a demissão do governo de José Sócrates, Cavaco fez um apelo directo ao entendimento, a pouco mais de um mês de eleições legislativas: “Todos os partidos devem perceber, de forma muito clara, que, independentemente daquilo que os divide, é imperioso criar espaços de entendimento que assegurem soluções estáveis e credíveis de governo”, reforçou.
Com a campanha eleitoral à espreita, Cavaco Silva pediu que “a próxima campanha eleitoral deve decorrer de uma forma que não inviabilize o diálogo e os compromissos de governabilidade de que Portugal tanto necessita”.
Veja aqui os restantes discursos desta manhã por parte dos antigos ex-chefes de Estado:
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Soares desdramatiza presença do FMI
Ramalho Eanes diz que governo deve estabelecer "interacção estratégico-institucional" com Cavaco
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