IEFP. Colocações de desempregados estão em queda acentuada

Publicado em 23 de Abril de 2011   
O Instituto de Emprego e Formação Profissional está a empregar cerca de menos mil pessoas por mês. E a crise ainda não bateu no fundo
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O número de colocações feitas pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) em Fevereiro registou uma quebra relativamente ao mês homólogo de 2010 de 5769 para 4654. No mesmo período, as ofertas caíram de uma média mensal de 10 760 para 8 769.


A manter-se este ritmo – que tende a agravar-se devido à contracção da economia nacional, estimada em 1,4% pelo Banco de Portugal –, chegaremos ao final do ano com cerca de 7 mil colocações a menos. Já ao nível do cruzamento entre a oferta do IEFP e a procura das empresas, esta continua a rondar os 50%.


As ofertas de emprego a nível nacional também foram as mais baixas dos últimos quatro anos.
Em 2011, a média mensal de desempregados que procuram emprego através do IEFP tem vindo a subir: a média em 2010 era de 58 880 e este ano já está nos 59 726, com tendência a aumentar devido às medidas de austeridade (FMIprevê 12% de desemprego), à descapitalização das empresas e à quebra do consumo interno.


Os últimos dados do Banco de Portugal, relativos ao primeiro trimestre, referem que o índice do volume de negócios no comércio a retalho registou, em termos reais, uma quebra de 3,7% e que no primeiro trimestre de 2011 as vendas de veículos ligeiros de passageiros, incluindo veículos todo-o-terreno, caíram 15,2%. Dados avulso que mostram os efeitos da quebra do poder de compra dos portugueses em 2011.

 

Obrigatório

A Alemanha é um dos países da UE que obrigam a que todas as ofertas de emprego passem pelo seu instituto equivalente ao IEFP. Ou seja, as empresas têm de recorrer obrigatoriamente à bolsa de desempregados quando querem contratar. Uma medida simples que diminui custos para o Estado com os subsídios de desemprego, mas que obriga a uma maior eficácia dos serviços públicos.


Em Portugal, e em Fevereiro, existiam cerca de 6 mil pessoas à procura do primeiro emprego através do IEFP, número que superou as 4327 colocações feitas pelo instituto nesse mês.

Os grupos de trabalhadores mais afectados pela crise são os operários e os trabalhadores similares da indústria extractiva e construção civil, que acompanham a desaceleração das grandes obras, os trabalhadores não qualificados de minas, construção civil e indústria transformadora, e os condutores de veículos e operadores de equipamentos pesados móveis, outro dos sectores a registar uma grande crise devido à subida dos combustíveis.

 

Os empregados de escritório e o pessoal de serviços de protecção e segurança também representam uma fatia importante no total de desempregados. Mas acabam menos penalizados porque se movimentam em mercados com muito elevada rotatividade laboral.



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