Mário Soares explicou hoje que foi “apanhado de surpresa” com a decisão de Fernando Nobre de encabeçar a lista do PSD por Lisboa. “Fiquei estarrecido”, afirmou o ex-presidente da República, acrescentando que ao contrário do que foi dito durante a campanha para as presidências, Fernando nobre contactou-o, mas sem influenciar a sua candidatura. “Ao contrário do que dizem não empurrei a candidatura de Nobre à presidência”, explicou.
Em entrevista à RTP, Mário Soares pediu “bom senso” ao sector político português. “O presidente da República falou num empréstimo intercalar e uma negociação intercalar. Isso é turbulência demais”, considerou. O antigo Presidente da República explicou que fez um apelo a Cavaco Silva para a mediação dos problemas, mas a resposta não foi positiva. “Um presidente da República não pode dizer que não tem capacidade de manobra. Ele poderia ter evitado esta crise política”, afirmou.
“Não é o momento para brincar aos políticos. Espero que todos tenham bom senso. É preciso não só pensar em fazer cortes e reduzir despesas. É preciso desenvolver o pais para gerar emprego”, salientou.
Mário Soares considera Passos Coelho um homem “simpático e sensato”, mas questionado sobre se daria um bom primeiro-ministro, o ex-presidente da República garante: “É como os melões, só depois de aberto é que se sabe”. “O mais importante neste momento é que Passos Coelho e José Sócrates se foquem no país, dando menos importância à crispação entre os dois”, completou.




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