Em entrevista à SIC Notícias, Manuel Pinho disse estar "naturalmente arrependido" com a sua atitude em relação ao deputado comunista Bernardino Soares. No entanto, o ministro demissionário afirmou: "Sou uma pessoa educada, mas estávamos no Parlamento a discutir as minas de Aljustrel e fiquei muito ferido, porque depois deste trabalho, os partidos que se dizem de esquerda tomam atitudes como esta." Pinho referiu-se ao facto de o PCP desvalorizar o trabalho feito em relação às minas de Aljustrel.
"O PCP põe os seus interesses acima dos interesses dos trabalhadores", defendeu o ex-ministro
Durante a entrevista, Pinho falou também do seu "grande amigo" José Sócrates. "Apesar do meu desapego do cargo, sou muito amigo do primeiro-ministro", disse, acrescentando que "sempre me senti apoiado por Sócrates, isso é uma coisa fantástica que ele tem. Admiro-o imenso".
Sobre o futuro, o seu, Pinho diz: "Não faço a mínima ideia do que vou fazer. Quero passar umas belas férias." Já sobre o futuro do país mostra-se menos contente, mas salienta o trabalho do actual governo para o melhorar. Destaca o seu trabalho na área das energias renováveis.
Ainda houve tempo para falar da Qimonda durante a entrevista. Manuel Pinho tem esperança: "Creio que há a hipótese de arranjar um projecto com 100, 200 ou 300 postos de trabalho".
Já na fase final da conversa com a jornalista Ana Lourenço, revelou que político estrangeiro que mais admira é o "presidente Lula da Silva", acrescentando que já apagaram as velas juntos, visto que fazem anos em dias próximos.
O antigo ministro da Economia, que apresentou a demissão hoje, após um gesto considerado insultuoso e ofensivo a Bernardino Soares, deputado do PCP, pediu ainda que não o convidem para manifestos, abaixo-assinados ou outro tipo de iniciativas.




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