Emprego. IEFP quer melhorar resultados na colocação de desempregados
por Margarida Bon de Sousa, Publicado em 06 de Abril de 2011
Embora sem avançar com metas, há um reforço das intenções de melhorar o cruzamento entre a oferta e a procura no orçamento de 2011
O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) tem como objectivo para este ano colocar mais desempregados no mercado de trabalho, quer directamente, quer através dos Gabinetes de Inserção Profissional. Mas as metas continuam por quantificar. O i sabe que os objectivos em números nem sequer são discutidos ao nível das reuniões de cúpula, onde têm assento os parceiros sociais.
Mas ainda que esta lacuna se mantenha, o IEFP propõe-se criar este ano um atendimento mais centrado na intermediação entre a oferta e a procura, através de mecanismos de proximidade e dinamização de acções que tragam para o instituto ofertas mais apelativas por parte das empresas.
A informatização é uma das poucas rubricas que registam uma subida significativa de verba em 2011 face a 2010: mais 13,9%, aumentando dos 9,1 mil milhões de euros em 2010 para 10,4 mil milhões em 2011.
Este valor destina-se sobretudo ao desenvolvimento de projectos relacionados com a modernização dos sistemas existentes, quer através de compra de novo software, quer através de uma melhor comunicação entre os inscritos nos centros de emprego e as empresas.
A promoção de estruturas e serviços de apoio à inserção profissional, os GIP, fazem parte deste processo de reorientação das políticas do instituto e são apoiados financeiramente. Estes gabinetes foram criados para apoiarem o emprego através de uma maior flexibilidade e capacidade de actuação local, em articulação com os centros de emprego e formação do IEFP.
A ideia é criar mecanismos mais rápidos de inserção sustentada no mercado de emprego. Nesse sentido, são contratados objectivos quantitativos e qualitativos com estas novas estruturas e haverá uma avaliação regular da sua actividade. Em 2011, a avaliação vai ser alargada ao apoio à procura activa de emprego, ao acompanhamento personalizado dos desempregados, à captação de ofertas junto de entidades empregadoras e à divulgação de ofertas e actividades de colocação.
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