Passos admite aumentar impostos e pede maioria absoluta

por Luís Claro, Publicado em 25 de Março de 2011   
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O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, em entrevista à SIC, reafirmou que pode ser necessário voltar a aumentar os impostos e rejeitou qualquer coligação com o PS, a seguir às eleições, se o líder dos socialistas for José Sócrates. O presidente dos sociais-democratas disse que, na campanha eleitoral, vai pedir “uma maioria clara”, ou seja, uma maioria absoluta.

Passos Coelho admitiu que pode ser necessário aumentar o IVA, clarificando que seria “uma medida de curtíssimo prazo que só pode ser feita em desespero”. O líder do PSD diz que prefere sempre criticado por admitir avançar com um aumento de impostos do que “mentir aos portugueses”. “Ninguém no seu perfeito juízo se pode comprometer em não mexer na carga fiscal sem conhecer a situação do Estado.
Passos Coelho disse que vai lutar por uma maioria absoluta, mas isso não implica que não leve para o governo “outras forças políticas e até outras personalidades da vida portuguesa”.

O que está completamente excluído para o líder do PSD é uma aliança com o PS, enquanto José Sócrates for o líder do partido. “Isso parece-me claro. Não havia condições de confiança política”, disse.

Sobre a possibilidade de Portugal recorrer a ajuda externa, Passos Coelho defendeu que o país não pode “diabolizar” o FMI e criar um clima em que se diga: “prefiro morrer à fome do que pedir ajuda”. O social-democrata lembrou mesmo que a intervenção na Grécia e na Irlanda permitiu a estes países “pagar juros mais baixos”.

O líder do PSD clarificou que um governo de gestão pode recorrer a ajuda externa e que se for necessário “há formas de o fazer”. “Isso cabe dentro do seu mandato”. 



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