O líder do PSD, Pedro Passos Coelho disse hoje que, mesmo num governo de gestão, Portugal pode pedir ajuda externa, ideia que defendeu junto do Presidente da República.
Quando questionado pelos jornalistas sobre se, caso haja necessidade de Portugal recorrer a ajuda externa tendo em conta as capaicidades limitadas de um governo de gestão, respondeu: "Tudo o que diz respeito a compromissos externos, nomeadamente o que tem a ver com os reembolsos, são actos de gestão corrente e cabe na gestão corrente de um governo".
O presidente do PSD defendeu ainda eleições a 29 de Maio, ou seja, "tão breve quanto possível".
O PSD foi o penúltimo partido a ser ouvido e disse ter transmitido a Cavaco Silva a "total confiança" com que o Presidente "não deixará de conduzir todo este processo até às eleições".
Quanto ao facto de a partir da dissolução, o governo ficar em gestão, Passos Coelho defende que acredita que o governo "não deixará de exercer as suas funções no que diz respeito a negócios públicos que cabe a um governo em funções". A dúvida foi levantada dado que Portugal tem de dois reembolsos de dívida pública para fazer em Abril e Junho.




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