O líder do PSD defendeu hoje em Bruxelas que não há outra saída para a atual crise política em Portugal que não seja a realização de eleições antecipadas, ideia que vai transmitir sexta-feira ao Presidente da República.
Questionado sobre se ainda encara outro cenário que não a dissolução do parlamento na sequência da demissão do primeiro-ministro José Sócrates, o presidente do PSD realçou que a palavra final cabe a Cavaco Silva, mas reiterou que lhe vai transmitir na audiência de sexta-feira uma convicção que já teve oportunidade de lhe comunicar num anterior encontro.
"Tenho dito que não vejo que haja outra possibilidade para Portugal nesta altura que não devolver a palavra aos portugueses e esperar que de umas futuras eleições possa sair um Governo forte para o país. Foi essa a opinião que transmiti ao Presidente da República e que reafirmaremos com certeza amanhã (sexta-feira) na audiência que tivermos com ele", afirmou.
Passos Coelho, que falava à entrada para um jantar-debate com militantes sociais-democratas organizado pela secção de Bruxelas do PSD, sublinhou todavia que "o desfecho da atual crise está nas mãos do Presidente da República", que tomará a "sua melhor decisão" na sequência da ronda que vai efetuar pelos partidos.
"A decisão final quanto ao que vai acontecer está nas mãos do Presidente da República, e nós não a condicionamos", disse.




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