Passos Coelho à espreita. PSD preparado para ser governo

por Liliana Valente, Publicado em 24 de Março de 2011   
Líder dos sociais- -democratas defende uma "coligação alargada" para o futuro
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Em dez anos é o terceiro governo que fica pelo caminho, mas Passos Coelho, presidente do PSD, animado pelas últimas sondagens, já está à espreita. E foi já no tom de futuro primeiro-ministro que o líder social-democrata reagiu à demissão do governo: "A crise será enfrentada com determinação", disse, ontem, numa reacção imediata à demissão do primeiro-ministro.

Passos Coelho diz estar "inteiramente consciente" da gravidade da actual situação do país, mas aponta as eleições como o caminho a seguir. As eleições são "normais em democracia", disse. E é isso que irá transmitir na audiência com Cavaco Silva nos próximos dias. À crise financeira junta-se agora a crise política, para a qual o PSD diz ter a solução: "O país precisa agora de escolher um novo governo com mais força e com mais determinação." Um governo que já tinha defendido deve ser de "coligação alargada" para que a confiança no país seja solidificada perante as instituições financeiras e perante os mercados financeiros. Por isso as dúvidas de Passos Coelho prendem-se com as contas do país: "Estamos numa altura difícil, em que é preciso conhecer a verdadeira situação financeira", para em seguida acrescentar que neste momento "os mercados não têm confiança em Portugal, porque o governo não conseguiu manter as condições para essa confiança". E trabalhar para a confiança é a promessa do líder do PSD: "Não vou fazer outra coisa que não seja empenhar-me pessoalmente para encontrar uma estratégia nacional que possa olhar para os problemas, ir às suas raízes e dar uma esperança a Portugal."

Caso o Presidente marque eleições legislativas o mais rápido possível, o escrutínio pode ser realizado no início de Junho. Antecipando a estratégia de Sócrates em campanha, Passos disse: "Não nos empenharemos numa campanha de medo nem de desesperança para Portugal. Acreditamos que temos condições para honrar os nossos compromissos". Liliana Valente

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