Polícia

PSP e GNR em manifestação conjunta contra estatutos profissionais

Publicado em 01 de Julho de 2009   
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Os representantes dos militares da GNR vão juntar-se aos dirigentes sindicais da PSP num protesto contra os estatutos profissionais, na quinta-feira, junto à presidência do Conselho de Ministros, disse hoje à Lusa o dirigente associativo José Manageiro.

O dirigente da Associação dos Profissionais da Guarda defendeu que a proposta de estatutos apresentada para os profissionais da GNR é "má" e "não dignifica a carreira profissional dos 26 mil homens" da instituição.

José Manageiro justificou que o "sistema remuneratório dos militares da GNR é pior" com a proposta e que o vencimento dos guardas "não pode ter como base um sistema de subsídios".

"O não reconhecimento da assistência na doença, os horários de trabalho, o Regulamento de Disciplina Militar e a utilização de 400 expressões militares em 300 artigos" de estatuto são outros pontos que os profissionais da GNR discordam, referiu.

Sobre a participação da GNR no protesto de quinta-feira, José Manageiro salientou que "será a primeira acção simbólica conjunta" com a PSP, mas garantiu que os militares da Guarda estão preparados para "jornadas de luta mais amplas".

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Rodrigues, já tinha solicitado aos agentes policiais para utilizarem todos os processos legais ao seu dispor, através de férias, folgas ou dispensas para faltarem ao trabalho na quinta-feira.

Por seu lado, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, considerou anteriormente que os estatutos profissionais da PSP e da GNR, que em breve serão aprovados em Conselho de Ministros, são "uma excelente oportunidade para valorizar as carreiras" dos agentes e militares das forças de segurança.

De acordo com Rui Pereira, o suplemento por serviço nas forças de segurança vai passar de 14,5 para 20 por cento entre 2010 e 1012, aumento que se traduz na remuneração base, as tabelas salariais também vão aumentar "no prazo máximo de três anos" e o subsídio de fardamento vai quintuplicar em cinco anos.



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